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Dilatômetro de Marchetti Sísmico – SDMT

Publicado em 28/02/2018

O dilatômetro de Marchetti sísmico (SDMT) consiste na combinação do tradicional Dilatômetro de Marchetti com um módulo sísmico. Os ensaios são realizados de maneira dissociada mas em uma mesma vertical, de forma a obter na mesma perfuração todas as informações do ensaio DMT e resultados do ensaio sísmico.

 

Equanto a leituras do ensaio DMT ocorrem a cada intervalo de 20cm, as leituras sísmicas são feitas a cada 50cm.

O módulo sísmico é composto por doisdois receptores, distantes de 50cm, de forma que o teste ocorre com o “intervalo verdadeiro” (figura 1), diferentemente de outros ensaios sísmicos, medindo efetivamente a velocidade da propagação da onda sísmica no solo. Este tipo de configuração faz com que a repetibilidade da medida Vs seja consideravelmente alta, trazendo resultados em tempo real de forma mais rápida e menos custosa do que os ensaios “Downhole” e “Crosshole”.

Ensaio SDMT – As ondas sísmicas chegam aos sensores em tempos diferentes, possibilitando a medida Vs em tempo real.

Realização do ensaio

Para realização do ensaio sísmico, estaciona-se a ferramenta na profundidade desejada e com os sismógrafos ativados, gera-se uma onda cisalhante na superfície por meio de martelo metálico. Os sismogramas gerados podem ser analisados em tempo real, possibilitando análise dinâmica dos resultados em campo.

 

Martelo metálico para geração da onda cisalhante.

Solos impenetráveis

Em solos impenetráveis os perfis Vs podem ser obtidos por meio de pré-furos, posteriormente preenchidos com pedregulho (Totani et al, 2009). A possibilidade deste tipo de medida ocorre em razão de a onda cisalhante passar por camada de pedregulho de espessura semelhante nos dois geofones.

Exemplo de resultados dos ensaios sísmicos, em diferentes profundidades.